Brasília, 22 (AE) - O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que defende o ex-controlador do Banco Marka, Salvatore Cacciola, disse há pouco que "não existe nenhuma acusação" contra seu cliente, depois que as pessoas citadas na reportagem da revista "Veja" - como testemunhas de que Cacciola lhes teria dito que pagava alguém no Banco Central para obter informações privilegiadas - passaram a dar outra versão sobre o caso, afirmando não ter ouvido dele esta afirmação. Almeida Castro reafirmou que seu cliente só dará entrevista à imprensa depois de depor na CPI do Sistema Financeiro, em data a ser ainda marcada. O advogado quer que Cacciola responda tecnicamente as questões levantadas contra ele pois teme que, como o banqueiro é temperamental, poderia, numa entrevista, fugir das questões técnicas. Dentro dessa estragégia, o advogado considera que o depoimento de anteontem de Cacciola à comissão de sindicância do Banco Central que apura o caso "foi tecnicamente perfeito".
No depoimento, o ex-controlador do Marka negou possuir ou ter comprado informações privilegiadas e, também, que conhecesse o ex-presidente do BC Francisco Lopes. Alegou, ainda, que a expressão "esquecer tudo", contida no fim do bilhete enviado por ele a Chico Lopes no dia 14 de janeiro, na tentativa de ser por ele recebido, significa esquecer seu passado de 30 anos como banqueiro.
O advogado disse, ainda, que vai pedir indenização pela ação do Ministério Público na casa de Cacciola, uma vez que seu cliente passou por total constrangimento e nada foi encontrado contra ele. Castro confirmou que Cacciola vai depor daqui a pouco na Polícia Federal. O depoimento está marcado para as 14 horas.

mockup