Londrina - O comércio de joias no Brasil esteve durante muito tempo associado à informalidade, tanto que já se estimou que mais da metade dos joalheiros do País eram empreendedores informais. Entretanto, segundo entidades representativas, o segmento caminha para a profissionalização.
Embora não tenha estimativas específicas, Hécliton Santini Henriques, do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), não acredita que hoje mais de 50% do comércio de joias no Brasil esteja na informalidade, como foi considerado há alguns anos. Isso decorre não apenas das novas regras e da fiscalização aplicadas ao setor, mas também de mudanças no mercado.
Desde a década passada, o IBGM mantém o programa Sou Formal, Sou Legal, com o objetivo de estimular a formalização dos empresários. "Não é apenas a informalidade de não estar constituído, mas também a sonegação fiscal. Com a entrada do Simples, do empreendedorismo individual, diminuição de impostos praticada em alguns Estados, há estímulos para evitar a sonegação", explica Henriques. "Hoje, no comércio estabelecido, 80% das vendas são feitas no cartão de crédito, então não tem como sonegar. O que sempre dizemos é que hoje não existe salvação fora da formalidade. Os controles estão muito mais rigorosos."
Henriques aponta que o mercado como um todo tem aumentado, especialmente em razão da ascensão da classe C, que puxou as vendas de joias de prata, folheados e bijuterias. Mas o presidente do IBGM faz um alerta. "O mercado tem trazido muita joia importada. Não chega a ter o impacto que acontece na indústria têxtil, mas algo em torno de 10% do que é comercializado já é produto importado", descreve.(F.G.)

Imagem ilustrativa da imagem ‘Não existe salvação fora da formalidade’
mockup