'Não estava preparada para relacionamentos'
Curitiba- Sessenta quilos mais magra, Sônia Regina Caleff, 33 anos, já chegou a se preocupar com a possibilidade de recuperar peso, mas o apetite contido e a expectativa de perder mais 20 quilos a deixaram mais confiante. ''Se eu tentar comer a mais, meu estômago não consegue aceitar. Eu passo mal. Por isso, não tenho mais essa compulsividade por comida'', relatou.
Quando fez a cirurgia bariátrica no Hospital de Clínicas de Curitiba, há dois anos e meio, depois de esperar dois anos na fila, Sônia pesava 140 quilos divididos em um metro e meio de altura. A obesidade mórbida vinha lhe causando problemas de saúde desde a infância, quando os médicos identificaram uma epfisiólise femural (desgaste na cabeça do fêmur na junção com o osso do quadril). Por causa do peso, o desgaste se agravou na adolescência, evoluindo para artrose.
Sônia espera fazer este ano cirurgia para colocar prótese no fêmur e corrigir o desvio das pernas. O próximo passo será a cirurgia plástica, também nas pernas, para remover o excesso de pele. No abdômem, a intervenção foi feita há dois meses.
Exibindo nova silhueta, agora com 76 quilos, Sônia revela que a principal dificuldade foi assimilar a perda de peso. ''Não estava preparada para lidar com os relacionamentos depois de emagrecer. Comecei a me achar a gostosona e a sair demais. Ainda estou buscando equilíbrio'', disse ela, que só teve acompanhamento psicológico no período pré-cirúrgico.(A.L.)





