Não divulgação de alguns documentos decepciona funcionária Da correspondente Monica Yanakiew
Washington, 30 (AE) - Sarah Anderson, do Instituto de Estudos Políticos, ficou decepcionada ao descobrir que nem todos os documentos seriam divulgados. Mas segundo ela, a decisão do Departamento de Justiça norte-americano de manter algumas informações sob sigilo, para não prejudicar as investigações sobre o assassinato do ex-chanceler chileno Orlando Letelier, foi uma boa notícia.
"É o primeiro sinal de que existe uma investigação em andamento, que pode levar a um julgamento de Pinochet nos Estados Unidos", disse ao Estado.
O Instituto de Estudos Políticos é o lugar onde Letelier trabalhava quando foi assassinado e Anderson é hoje a coordenadora da campanha para julgar Pinochet pela morte de Letelier.
Segundo ela, os documentos divulgados nesta quarta-feira (30) revelam pouco mais do que já se sabia sobre a repressão no Chile. O que mais impressionou Anderson, foi a atuação das agências americanas FBI e CIA.
"Foi deprimente descobrir quanto tempo e dinheiro gastaram investigando os críticos de Pinochet", disse. "Eu esperava descobrir mais sobre violações de direitos humanos, mas a CIA e especialmente o FBI estavam mais preocupados em monitorar a vida daqueles que defendiam a volta à democracia, para saber onde estudaram e com quem conviveram."





