O comerciante Hermani Licínio Marques Neto e a estudante universitária Elci Ramos Antoniuk são do tipo de consumidores que não se deixam enganar e exigem respeito. Se algo dá errado em compras que fizeram ou em serviços que não foram prestados de acordo, os dois não pensam duas vezes. Recorrem ao Procon, a instituições de defesa do consumidor e até ao Tribunal de Pequenas Causas.
Marques já conseguiu ganhar um jogo de jantar da antiga lojas Hermes Macedo. A empresa teria acusado o consumidor de estar inadimplente, o que não era verdadeiro. Ele não teve dúvidas. Levou o caso ao Procon e a loja reconheceu o erro. ‘‘Para se desculpar comigo, deram o presente’’, conta, orgulhoso.
Daí para frente não parou mais. O comerciante já moveu ação no Tribunal de Pequenas Causas contra uma pessoa que comprou dele uma lanchonete e não pagou o valor combinado. ‘‘Ele não me pagou o que devia. O acerto foi na Justiça’’, diz Marques. Ele ganhou um carro Caravan 85, desta vez. Na última quinta-feira, o comerciante estava novamente na sala de atendimento do Procon.
Ele luta contra um casal que vendeu em prestações a ele um apartamento e depois anunciou divórcio. Conclusão: os bens ficaram indisponíveis para venda e a escritura não pode ser feita. ‘‘Vou lutar até o fim’’, promete.
Elci Ramos Antoniuk também estava no mesmo dia no Procon. Chegou com um pacote de reclamações contra uma empresa de TV a cabo), uma empresa de ferragens e a terceira de esquadrias de alumínio. A empresa de TV a cabo teria estragado a fiação de luz e a parede da casa de Elci, que diz ter gasto dinheiro para reparar os danos.
Contra as outras empresas o prejuízo financeiro foi maior. Ela diz ter pago antecipado quase R$ 19 mil para instalar janelas e portas em sua casa. Mas o material foi entregue com defeito. ‘‘A empresa disse que era para eu tentar vendê-las e que me devolveria apenas 10% do que paguei’’, conta, com indignação. Na próxima semana, as duas empresas deverão ser chamadas ao Procon para se explicar. (C.M.)

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