Londrina - É difícil achar alguém que não tenha medo da violência em Londrina. Conversando com moradores nas ruas da cidade, é possível perceber que a atmosfera de medo atinge muita gente.
O taxista Pedro da Silva já foi assaltado duas vezes e guarda as marcas ainda, apesar dos episódios terem ocorrido há cinco anos. ''Os assaltos foram de dia. Me largaram quase lá no lixão'', recorda. Por conta do trauma, ele ficou seis meses sem trabalhar. ''Estava ficando cada vez pior até que o médico receitou que deveria voltar, foi melhor.''
A secretária Viviane Pieroli nunca foi assaltada, mas conta que tem medo da violência. ''Há uns dois anos a casa onde vivia com minha mãe e irmã foi assaltada. Eu não estava lá na hora'', relata. O episódio fez com que ela se mudasse para um apartamento. ''Minha mãe quis ficar, a gente respeita, mas tem medo.''
A aposentada Elenice Lopes também teve a casa arrombada e decidiu mudar para um apartamento, mas isso ocorreu há cerca de dez anos. ''De noite não saio, não vou nem na igreja. Não dá para facilitar, a gente vê que está perigoso'', afirma ela.
Para o professor Alessandro Safraide, a insegurança é inevitável. ''Medo a gente sempre tem'', afirma ele, que já foi assaltado quatro vezes, duas em Londrina e duas em Curitiba. ''Hoje fico mais atento, sou mais cuidadoso'', conta.
A única exceção entre os entrevistados pela reportagem ontem foi a servente de pedreiro Fabiane Santos. ''Nunca fui assaltada, nem nada. Acho que se fosse teria medo'', afirmou.

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