A superlotação dos presídios paranaenses e a falta de mais agentes penitenciários são as principais causas para o clima de insegurança que toma conta dos presídios do Paraná. Esta é a conclusão do presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, José Roberto Neves.
Rebeliões como a que aconteceu ontem na Casa de Custódia de Londrina (CCL), segundo Neves, são reflexo da política do governo estadual de transferir presos das unidades provisórias (distritos policiais) para as penitenciárias. ''No Paraná não é possível colocar mais nenhum preso nas penitenciárias. Aqui na Casa de Custódia tem preso que dorme no chão devido à superlotação'', relatou Neves. Para ele, ''é preciso dar dignidade aos presos e também aos agentes penitenciários. Só assim a relação entre ambos será harmoniosa dentro da cadeia''.
De acordo com dados do sindicato, no Paraná existem três mil agentes penitenciários. O ideal seria o dobro. Em Londrina, são 410 agentes. ''Na CCL são 17 agentes para cuidar de 380 presos. Teríamos que ter um agente para cada cinco presos, por turno de serviço, o que equivale a 76 agentes'', apontou o presidente.
A Casa de Custódia de Londrina foi inaugurada em 2001, com capacidade para 288 presos. Segundo informações do Departamento de Execuções Penais (Depen), a unidade passou por algumas readequações e, historicamente, sempre abrigou 360 detentos. ''Hoje a prisão tem 380 homens, o que mostra que a situação não está fora do controle. Esta dentro da normalidade'', ressaltou o diretor do Depen, Maurício Kuehne. (L.F.C.)

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