Rio, 22 (AE)- O deputado Germano Rigotto (PMDB-RS) disse hoje, no Rio, que não aceita as críticas de que o Congresso está paralisado, referindo-se às declarações do ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, de que o presidente Fernando Henrique Cardoso não estaria satisfeito com a suposta redução do ritmo de votações na Casa. "As CPIs estão funcionando, e nunca se trabalhou tanto como agora em relação à reforma tributária; não aceito críticas do presidente, do ministro e de quem quer que seja", disse o deputado, que é presidente da comissão de reforma tributária no Congresso.
Segundo Rigotto, em 80 dias foram realizadas 25 reuniões com governadores, prefeitos e audiências públicas para discutir o tema. Ele disse ainda que não há mais espaço para aumento da carga tributária no País porque as pessoas que pagam já teriam chegado ao seu limite. "O que temos de fazer é ampliar essa base tributária." O líder do governo na Câmara, deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), amenizou as críticas de seu colega. "O presidente e Rigotto estão apenas com pressa de realizar a reforma tributária, que é uma causa patriótica." Segundo ele, a reforma deveria ficar pronta até o fim do ano, sob pena de se arrastar pelos próximos três anos no Congresso. Virgílio e Rigotto participam do seminário "Os desafio do Pacto Federativo no Brasil, na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj).

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