Brasília - Uma área de pesquisa multidisciplinar tem ajudado os cientistas brasileiros a desenvolver produtos inovadores para a agricultura, indústria e até mesmo para a saúde.
A medicina está entre um dos principais focos de estudo em nanotecnologia. Reduzindo o tamanho e aumentando a resistência dos materiais, os cientistas começam a desenvolver medicamentos mais eficazes e baratos para ajudar no tratamento de doenças.
É o caso de um novo gel produzido para ajudar na eliminação das células cancerígenas da pele. O produto, que ainda está em processo de patenteamento, foi desenvolvido pela professora do Departamento de Genética e Morfologia da Universidade de Brasília (UnB), Zulmira Lacava.
Segundo ela, o gel é nanoestruturado e facilita a absorção do fármaco que vai tratar a célula cancerígena. Só este tipo de célula vai absorver o gel. A partir daí, a droga acaba sendo absorvida pela célula tumoral.
''Quando dentro dessa célula, é transformada em uma outra droga, sensível à luz. O processo leva em torno de quatro horas. Então, quando se expõe essa célula à luz forma-se um terceiro tipo de droga que destrói a tumoral, explica a pesquisadora da UnB.
Outro exemplo de estudo envolve os nanofarmácos e está sendo desenvolvido por cientistas em Ribeirão Preto. O projeto direciona alguns medicamentos para alvos específicos dentro do corpo humano e, com isso, torna-se possível aumentar a eficiência dos remédios.

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