Namoro sério afasta camisinha
É só começar a namorar sério que a camisinha é colocada de lado. Esse foi o caso de Paulo Sérgio e Jaqueline, ele com 18 anos e ela com 16, e de Rafael Ricardo e Ketellen, ele com 18, e ela com 14. As duas meninas estão grávidas, aos dois e três meses de gestação, respectivamente, e todos participam da oficina para adolescentes grávidas do Centro de Referência e Atendimento ao Adolescente de Londrina (Craal).
Rafael afirma que como é ''mais velho'' já sabia ''bastante coisa'' sobre preservativo. Já a namorada, só foi ter a primeira palestra sobre o assunto este ano, na escola. Aconteceu com eles o que acontece com a maioria dos casais - simplesmente pararam de usar preservativo. ''Geralmente no namoro não tem essa coisa de usar camisinha, só remédio'', afirma. ''Agora tem que cuidar'', afirma o outro rapaz, Paulo, se referindo ao filho que irá nascer.
A vergonha é outro fator que afasta, principalmente meninas, do preservativo. Um exemplo foi o trabalho feito esse ano pela Secretaria de Saúde com distribuição de camisinhas em bailes de Carnaval de Londrina. ''A maioria dos meninos pega, mas quase nenhuma menina, seja por 'medo' ou vergonha'', aponta Edvilson Cristiano Lentine, do programa de DST/Aids.
O preservativo feminino tem ainda menos procura. Por conta do alto preço, de R$ 10 a R$ 15 a unidade, ele não é disponibilizado nos postos de saúde. Além disso, ressalta o médico Walter Marcondes, esse preservativo depende que a mulher conheça intimamente o próprio corpo. ''É muito mais cara e mais difícil de colocar'', afirma.(C.P.)





