São Paulo, 21 (AE) - O megainvestidor Naji Nahas confirmou que tentou promover a reconciliação do prefeito Celso Pitta com o ex-prefeito Paulo Maluf, como afirmou a primeira-dama Nicéa Pitta. Mas, disse, fracassou. "Tentar, tentei, mas nem o Paulo nem o Celso quiseram a reconciliação", contou, por telefone de Paris. Ele disse ser amigo tanto de Maluf quanto de Pitta. "O Paulo achava que o Celso tinha uma dívida de gratidão com ele, mas o Celso não concordava..."
As demais citações ao seu nome no depoimento prestado por Nicéa ao Ministério Público ele classifica como delírio. Caso do episódio da Copa do Mundo. Segundo Nicéa, Nahas pediu que Pitta voltasse ao hotel onde estavam hospedados para pagar com seu cartão de crédito as despesas, que estariam sendo bancadas pela empresa francesa Lyonnaise des Eaux, dona da Vega, uma das grandes empreiteiras contratadas pela Prefeitura. "Isso é ridículo", afirma, exaltado. "Imagina se eu ia mandar o prefeito de São Paulo fazer uma coisa dessas!"
Na versão de Nahas, ele estava em Paris quando soube que o casal chegara à cidade e o convidava para jantar. Por ele, nada havia de mais no fato de o casal estar na final do torneio a convite. "O mundo inteiro estava convidado, eu pela Adidas."
Outra acusação de Nicéa que Nahas nega: a de que teria aconselhado o prefeito a "fazer caixa" para enfrentar eventuais ações quando deixasse o cargo. "Você acha que eu ia dar conselho ao prefeito de São Paulo?" Segundo Nahas, ele nunca se meteu com política. Por que, então, teria sido envolvido nas denúncias de Nicéa? "Estranhei ela ter mencionado meu nome", disse. "No Natal, ela passou em casa para nos cumprimentar..."

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