Nabisco investe na reformulação da linha de produtos
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quinta-feira, 03 de fevereiro de 2000
Por Denize Bacoccina 
São Paulo, 03 (AE) - A Fleischman Royal Nabisco, maior fabricante mundial de biscoitos, está investindo R$ 50 milhões na reformulação da linha de produtos para buscar a liderança também no mercado brasileiro, onde ocupa o quinto lugar. O mercado brasileiro movimenta R$ 3 bilhões e é segundo maior do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. O País consome 10% da produção mundial, e metade do volume produzido na América Latina.
A Nabisco detém hoje 6% do mercado brasileiro com as duas marcas, 4% com a própria Nabisco e 2% com a marca Pilar, vendida somente no Nordeste. O líder do segmento é a Nestlé, com 16% somando as duas marcas, São Luiz e Tostines. A intenção da empresa é alcançar 10% daqui a três a cinco anos. "Como o mercado é muito grande, cada ponto vale R$ 30 milhões", diz o presidente da empresa, Norberto Fatio.
Ele lembra também que o mercado é muito pulverizado, com 300 fabricantes em todo o País, com alguns poucos grandes com distribuição nacional e centenas de pequenas empresas regionais. A categoria de biscoitos é a segunda do gênero alimentício no Brasil, perdendo apenas para o consumo de arroz.
A Nabisco começou a investir no segmento de biscoitos há dois anos, com pesquisas para adequar os produtos atuais e os lançamentos ao gosto do consumidor. Todas as embalagens foram modificadas. Os novos produtos começam a chegar ao mercado na próxima semana. O investimento de R$ 50 milhões começou a ser feito em 98 e será concluído no final deste ano.
A maior parte dos recursos será investida em publicidade e propaganda nos pontos de venda. A empresa não pretende, pelo menos nos próximos três anos, instalar outra unidade industrial. A Nabisco tem 14 fábricas em seis Estados brasileiros.
Além de biscoitos, a Nabisco está presente em outros seis categorias de produtos: lácteos (Glória), bebidas (Maguary e Royal), sobremesas (Royal), fermento doméstico e industrial (Fleischman Royal) e castanha do caju (Iracema). Com exceção de lácteos e biscoitos, é líder nos outros cinco segmentos. O faturamento da empresa, de R$ 900 milhões no ano passado, deve aumentar para R$ 1 bilhão este ano.
No ano passado, os preços subiram entre 6% e 8% para cobrir o aumento dos custos provocado especialmente pela desvalorização. Este ano, a expectativa do presidente Norberto Fatio é de um aumento de custos, e consequentemente de preços ao consumidor, de 6% durante o ano. "Não aumentamos este ano, nem temos data programada ainda", diz Fatio.
A Nabisco Holdings Corp., faturou em todo o mundo US$ 8 27 bilhões no ano passado. A subsidiária brasileira é uma das maiores da Nabisco International, a divisão da holding que congrega os negócios fora dos Estados Unidos e Canadá. No ano passado, 25% das vendas dessa divisão foram feitas pela filial brasileira.


