Brasília, 12 (AE) - Pela primeira vez desde o início da autoconvocação do Congresso Nacional para a contagem de prazo na tramitação da emenda que prorroga e aumenta a alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), os parlamentares governistas formaram o quórum mínimo exigido de 51 parlamentares para abrir e fechar a sessão. Às vésperas do carnaval, sequer os líderes dos partidos governistas ficaram na Câmara dos Deputados até o final do dia.
Hoje, foi contada a quinta sessão das 10 necessárias para contar prazo e receber a apresentação de emendas à nova CPMF. Mas até hoje nenhuma emenda fora apresentada ao texto aprovado pelo Senado. A próxima reunião da comissão especial que analisa a emenda está marcada para o dia 23, quando o Congresso já estará retomando seu ritmo normal de trabalho. O esforço concentrado será encerrado no dia 21.
Quando reiniciar os trabalhos, a comissão deverá receber os documentos pedidos pelos políticos aos ministérios da Fazenda, da Saúde e da Previdência, na semana passada. São informações sobre a origem, o destino e a fiscalização da arrecadação da CPMF, com que os líderes dos partidos aliados ao governo pretendem contornar as resistências que comprometem a aprovação da emenda nos prazos exigidos pelo governo federal.

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