São Paulo, 24 (AE) - O superintendente do Grupo Votorantim, Antonio Ermírio de Moraes, ao comentar a aprovação do relatório da Reforma Tributária do deputado Mussa Demes (PFL-PI), disse que tem sindrome de Reforma Tributária, pois ao longo dos últimos anos, quando se falou nela, foi sempre o setor produtivo que pagou pelos aumentos dos impostos que ocorreram. "Sempre foi assim, por isso tenho até medo quando ouço falar em Reforma Tributária".
Ele entende que esse é o sentimento do empresariado nacional, pois às vesperas das eleições de 2000 nos municípios, "que prefeito vai querer ver a arrecadação do seu município reduzida?", questiona. "Isto afeta deputados e governadores. É a política dominando a economia, o que é normal em época eleitoral".
Outra questão levantada por Antonio Ermírio destaca se a letra "p" é de provisório ou de permanente. "Não sabemos ainda e isto nos surpreende", afirma. "Uma reforma de fato, tem que ser feita, afastada da política, com redução do número de impostos cobrados no País". O empresário entende que "o governo deverá atropelar a votação. Deverá retardá-la, porque não há interesse em sua aprovação agora. Não creio que essa Reforma seja votada agora".

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