Londrina - A chefe do Departamento de Formação dos Profissionais da Educação da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Cristiana Gonzaga, observa que a Lei de Diretrizes e Bases (LDB/1996) não formalizou uma meta para que 100% dos professores das redes públicas e municipais de ensino na educação básica no País fossem pelo menos graduados. "Por isso que se abriram os precedentes. Houve uma tentativa de se cumprir a meta, mas como não foi legitimada, isso não se efetivou na prática", afirma. Já uma das metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE) consiste em garantir no primeiro ano de vigência, em 2015, uma política nacional de formação de profissionais da educação para assegurar que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
Cristiane Gonzaga diz que atualmente cerca de 66% dos professores da rede estadual tem algum tipo de especialização. "O PNE dá um prazo de dez anos para o desenvolvimento de suas metas. As demandas que se apresentam na área da educação não são estáticas, por isso tem que se pensar numa política de curto, médio e longo prazo, e elaborar uma política nacional que traga essa reflexão quanto à obrigatoriedade de que os professores da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental tenham uma formação superior", sugere.

AGENDA
Entidade fiscalizadora do PNE, a Organização Não Governamental (ONG) Todos Pela Educação defende que o ganho de qualidade na formação do professor – seja ela inicial ou continuada – passa necessariamente pela entrada da educação básica na agenda de prioridade das universidades. "Os currículos das licenciaturas pouco tratam das práticas de ensino e são distantes da realidade da escola pública. De modo geral, a formação continuada se propõe a tampar os buracos deixados pela inicial", afirma a organização em texto publicado em seu site. Após 2006, segundo a ONG, somente os professores já formados puderam participar de concursos públicos, sendo que de 2010 até 2012 o número de diplomados cresceu quase 10 pontos percentuais (68,9%, em 2010, a 78,1%, em 2012).(D.P.)

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