Na medida do possível, uma vida normal
Curitiba - Para a diretora-executiva da Apav, Maria Cristina Teixeira, informou que é um desafio constante trabalhar com portadores do HIV, mas que apesar das dificuldades, as crianças levam uma vida normal. Ela ressalta que antes o que preocupava era a ingestão de medicamentos diários. Agora eles têm uma rotina diária bem parecida com qualquer outra criança da mesma idade.
Quem tem idade escolar frequenta um estabelecimento do ensino. ''No princípio foi difícil encontrar escolas que aceitavam portadores do HIV, mas com o tempo fomos conseguindo inseri-las dentro da sociedade. Isto é realmente o nosso papel, fazer com o preconceito deixe de existir'', afirmou.
Outro ponto que precisa melhorar, segundo ela, é o papel do Poder Judiciário para acelerar os processos de adoção. Maria Cristina informa que entre os moradores existem crianças e jovens das mais variadas idades. Nos últimos meses, segundo ela, ocorreram três adoções (dois bebês e um rapaz de 21 anos).
''Em muitos casos, as adoções demoram muito, como ocorreu no caso deste nosso morador, que passou 18 anos conosco. Por mais que a família se disponha a cuidar dele, a adaptação é muito difícil. Quando se adota um bebê já se tem dificuldades, sendo portador do HIV, mais complicado. Agora já maior de idade, tem várias pormenores que podem atrapalhar a relação'', disse.
As ações do governo estadual no combate à doença têm como objetivo não só reforçar as medidas preventivas de um comportamento sexual seguro e responsável, mas também reduzir a discriminação sofrida por pessoas que vivem com HIV/Aids.
''A estratégia da campanha estadual é falar com esse público, chamando a atenção dos jovens para o uso da camisinha'', diz Sezifredo Paz, superintendente de Vigilância em Saúde. O mote da campanha é ''Aids, aprenda a se cuidar - sexo, sempre com camisinha''.(Com Agência Estadual de Notícias)





