Imagem ilustrativa da imagem Na iminência de epidemia de dengue, Saúde alinha atendimentos com hospitais de Londrina
| Foto: Wilson Dias/Agência Brasil



A Secretaria Municipal de Saúde entrou no segundo estágio do plano de combate à dengue nesta terça-feira (5), ao afinar os atendimentos com a rede de apoio, na iminência de uma epidemia da doença. Segundo o secretário Felippe Machado, só será possível evitar o alastramento do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti se houver empenho do londrinense no combate do vetor.

Nesta segunda etapa, Machado pretende que as equipe de atendimento dos hospitais estejam alinhados em relação ao atendimento aos pacientes encaminhados. "Nós [secretaria] apresentamos o cenário epidemiológico neste momento, reforçamos [o alerta sobre] o risco iminente de epidemia e alinhamos os protocolos de atendimento e de competência de cada profissional de saúde durante uma possível epidemia, para decidir o que cada um vai fazer na hora do desespero, para que possamos atendê-los no lugar adequado, no momento adequado", explicou o secretário.

Da reunião, realizada na sede da AML (Associação Médica Londrinense), saíram ações como capacitações in loco nos hospitais, que devem começar já na semana que vem, para que todos os profissionais tratem a dengue "com a mesma linguagem". "Estamos preparando a rede assistencial para o enfrentamento da epidemia para que não sejamos surpreendidos quando ela chegar", diz Machado.

Batendo à porta

A preocupação com a epidemia chegou na semana passada, quando foram confirmados 28 casos de dengue em Londrina - dos quais 21 correspondentes ao mês de janeiro e o restante, ao fim de 2018 - e à confirmação de circulação do tipo 2 do vírus, considerado o mais agressivo dente os quatro sorotipos. De acordo com o secretário, o número de confirmações já é metade de todos os casos registrados em Londrina no ano passado. "Vale lembrar que o mosquito não transmite só a dengue, mas também a chikungunya, o zika vírus e a febre amarela", ressalta Machado.

Outra ação de enfrentamento adotada é o reforço da atuação dos agentes de controle de endemias na zona leste de Londrina, região na qual foi identificada a circulação do vírus tipo 2. Todos os imóveis da região - cerca de 25 mil - serão visitados pelos agentes de saúde, para orientação dos moradores, remoção de criadouros e notificações dos casos mais graves.

Para ele, a epidemia só não ocorre se houver empenho da própria população no combate aos criadouros do Aedes aegypti. "Mais de 80% dos focos estão nos lixos descartados irregularmente ou em falta de cuidados dentro ou nos quintais das nossas casas. Quase todos os 3,2 mil funcionários da Secretaria da Saúde estão empenhados nesta operação, mas, se pensarmos em londrinenses, somos 550 mil pessoas. Ainda dá tempo de evitar [a epidemia], mas depende da população", diz o secretário.

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