No final de janeiro, a Polícia Civil desmantelou uma quadrilha que roubava carros na região da Tríplice Fronteira. Foram presas quatro pessoas que faziam parte do grupo, e apreendidos dois adolescentes.
De acordo com Rogerio Antonio Lopes, delegado-chefe da 6ª Subdivisão Policial, os veículos mais visados na região são caminhonetes, utilitários e veículos populares, como Gol e Uno. "O destino geralmente é o Paraguai, cerca de 80% (dos automóveis furtados e roubados)", diz Lopes. O índice de recuperação é superior a 50%, segundo o delegado.
"Muitos veículos são apreendidos nas operações que realizamos sistematicamente, conforme planejamento anual, e também pelas demais forças de segurança. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) quase diariamente apreende veículos na Ponte da Amizade, não só subtraídos em Foz mas em todo o País. Outros veículos são apreendidos pela Receita Federal do Brasil, utilizados para o transporte de contrabando e que em sua maioria são produtos de ilícito", descreve Lopes.
Ele aponta que os gabinetes de gestão integrada (GGIs) municipal e de fronteira facilitam a interatividade das forças de segurança - outros órgãos que auxiliam no combate à criminalidade são a Guarda Municipal de Foz e a Polícia Nacional do Paraguai.
Mesmo ponderando que Foz é uma "região diferenciada em função da localização geográfica", o delegado não acredita que seja necessária a instalação de uma DFRV na cidade, já que o furto e roubo de veículos locais estão quase sempre associados a outros delitos. Ou seja: os criminosos não se "especializam".
"Via de regra, os delitos mantêm um liame subjetivo, isto é, o criminoso não delimita o tipo de crime que irá praticar, pode tanto subtrair um veículo como transportar entorpecentes", justifica. (F.G.)

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