Na escola também tem Copa e diversão
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de junho de 2014
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Londrina - Em tempos de Copa do Mundo, o clima em todos os cantos é realmente de futebol. E nas escolas o cenário não é diferente. Ontem pela manhã, a Escola Municipal Maria Cândida Peixoto, na zona Leste, se preparou para receber pais e alunos em uma festa de encerramento das atividades sobre o Mundial.
O pátio ganhou o colorido do verde e amarelo e as paredes emolduravam os trabalhos feitos por estudantes da educação infantil e ensino fundamental. Ao todo, 380 meninos e meninas estudaram a história do futebol, a cultura dos países participantes e também o perfil de cada jogador.
Em quadra, eles apresentaram duas coreografias com temas esportivos e jogaram muita bola. "Nossa intenção é que as crianças vivenciem a paz e a união do esporte. Por outro lado, é uma maneira de convidar os pais a participarem para que a escola tenha cada vez mais qualidade em todos os aspectos", diz a diretora Soraya Cristina C. Daquino.
A dona de casa Ilda Maria da Silva compareceu com toda a família para prestigiar o filho Manuel, de 10 anos. "É legal. Diverte a criançada e os pais também", afirma. Entre os pequenos "craques", a diversão tem uma conotação ainda maior, pois alimenta o sonho de se tornarem verdadeiros jogadores de futebol.
Se na ponta dos pés eles buscam as melhores jogadas, na ponta da língua, já sabem o nome que as representam: Neymar e Cristiano Ronaldo. "Eu quero ser um bom jogador de futebol, igual a eles", comenta Jhafter Smith da Silva, de 9 anos. Ao ser questionado sobre a importância da Copa, não pensa duas vezes em dizer que "é para escolher o melhor time do mundo e para mim, é o Brasil", completa.
PROJETO
No dia a dia desses alunos o futebol está tão presente que a escola foi escolhida para participar do projeto piloto de Futebol de Rua, promovido por uma ONG de Curitiba. As aulas acontecem aos sábados e foram iniciadas em abril com 30 alunos. Durante uma hora, eles têm um conteúdo teórico sobre valores como amizade e respeito e no final, é claro, jogam futebol.
"O esporte é uma forma de chamarmos a atenção deles, mas a ideia é trabalhar a construção de valores. No projeto Futebol de Rua não tem contato físico e nem falta. É uma outra forma deles enxergarem o esporte", explica Camila Tonon, pedagoga do programa.
Kauan Rosa Cardoso, de 11 anos, vem aprendendo importantes lições da maneira que mais gosta: com a bola no pé. "A professora explica que tem de respeitar os professores e que a gente tem que ajudar os amigos ao invés de cometer faltas. Acho que estou indo bem", conta o garoto que sonha em ser craque. A mãe Ângela Rosa da Silva encara a iniciativa com muito otimismo. "Está sendo muito importante porque os meninos gostam e é uma boa ocupação", diz.


