Na data limite, PRF põe fim à greve
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - Policiais rodoviários federais terminaram a greve que durou seis dias em todo o País. A decisão foi anunciada ontem, pela Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (Fenaprf). Segundo o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Paraná (Sinprf-PR), os agentes do Estado foram contrários ao retorno das atividades por não considerarem a proposta de 15,8% em três parcelas, ofertada pelo governo, satisfatória para a categoria. ''Entretanto, fomos voto vencido. A Fenaprf consultou todos os sindicatos filiados e, no final, por 13 votos a 11, decidiram pelo retorno ao trabalho'', explicou o diretor jurídico do Sinprf-PR, Sidnei Nunes.
''Não concordamos porque o reajuste oferecido nem de longe atende às perdas salariais da categoria. Mas como tudo é decidido em assembleias pelo País, temos que respeitar a decisão'', completou.
Outra categoria, por outro lado, decidiu manter a paralisação. Os policiais federais rejeitaram a proposta do governo e aguardam a posição final da categoria que vai consultar todos os sindicatos até amanhã. ''Diferente das demais categorias, a nossa principal reivindicação é sobre o reenquadramento da carreira. Não estamos lutando por um índice de recomposição salarial, mas para sermos reconhecidos como carreira típica de estado de nível superior'', afirmou o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Paraná (Sinpef-PR), Alberto Domingos.
Segundo a entidade, a ''operação sem padrão'' prossegue em portos, aeroportos e fronteiras por pelo menos até amanhã, quando se vai saber o posicionamento nacional da categoria.
Além da PRF, outras 17 categorias, principalmente de carreiras administrativas ligadas à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), voltam ao trabalho na próxima segunda-feira. Estas categorias representam cerca de 250 mil servidores públicos que estavam em greve há pelo menos dois meses. Entre eles estão os trabalhores dos ministérios da Saúde, Cultura, Planejamento, Fazenda, além de autarquias e fundações públicas, como a Fundação Nacional do Índio (Funai). Já os servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) permanecem mobilizados. O governo assina hoje pela manhã o acordo com as categorias que estavam em greve.(Com Agência Brasil)


