Na BR-369, fluxo de veículos se manteve normal
PUBLICAÇÃO
domingo, 03 de dezembro de 2000
Carolina Avansini De Londrina 
Na praça de pedágio de Jataizinho (21 km a leste de Londrina), a movimentação foi normal durante o primeiro dia em que vigoraram os novos preços. No local, o preço para passagem de veículos utilitários subiu de R$ 4,00 para R$ 4,50. Caminhões passaram a pagar R$ 3,40 por eixo, ao invés de R$ 2,80, enquanto o preço cobrado dos ônibus foi reajustado para R$ 4,50 por eixo.
A reportagem da Folha esteve na praça de Jataizinho durante a manhã para saber a opinião dos usuários sobre os novos valores praticados, mas foi impedida de realizar entrevistas pelos funcionários da Econorte, empresa responsável pela serviço.
Segundo Wilson Basseto, gerente de operações da Econorte, a presença da reportagem poderia atrapalhar o fluxo de carros. A assessoria de imprensa da empresa acrescentou que as normas de segurança referentes a praças de pedágios estabelecem que não deve haver obstáculos na pista.
O consultor Paulo Lauro Oliveira, de Londrina, que passava pelo local e parou para fazer um telefonema, concordou em falar à Folha fora da praça gerenciada pela Econorte. Ele não concorda com a cobrança de pedágio nas rodovias e condenou o aumento em vigor. Existem outros recursos para garantir a manutenção das estradas, a verba não deveria sair do bolso do usuário, que já paga o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), disse.
Ele também considerou o aumento abusivo, diante das circunstâncias enfrentadas pela economia nacional. Enquanto os trabalhadores estão batalhando para conseguir aumentar o salário mínimo para R$ 180,00, o pedágio sobe para R$ 4,50. Chego a gastar R$ 15 de pedágio em algumas viagens, o que representa 10% do atual salário mínimo, argumentou.
Questionado sobre a melhora nas condições da rodovia depois da instituição da cobrança, ele afirmou que o asfalto melhorou, mas os benefícios não foram suficientes. O traçado não mudou, continua oferecendo riscos.


