Governo baiano e policiais militares em greve começaram a se entender após uma reunião realizada na madrugada de ontem, encerrada por volta das 5 horas. O governo concordou em soltar o tenente Everton Uzeda e o sargento Manoel Isidório de Santana, líderes do movimento; a fazer a revisão das 68 exonerações e conceder aumento imediato de 10%. Em contrapartida os grevistas aceitaram colocar 30% do efetivo no trabalho de policiamento. Uma nova reunião estava marcada para a tarde de ontem para discutir o piso salarial da categoria. Os policiais querem R$ 1,2 mil de piso.
Assim que terminou a reunião iniciada na madrugada, o comando de greve percorreu os quartéis onde os PMs estão aquartelados para comunicar o resultado. A comissão era recebida com euforia e aplausos, pois os grevistas entenderam ter vencido a batalha contra o governo. O efetivo de 30% que iria policiar as ruas com o Exército só deveria sair dos quartéis por volta do meio-dia de ontem.
Pela manhã, a população ainda não tinha sentido os efeitos da presença do Exército em Salvador: saques, assaltos e assassinatos voltaram a ocorrer. Entre as 8 horas de sexta-feira e o início da manhã de ontem, 15 pessoas haviam sido assassinadas. Uma das vítimas foi o soldado Rômulo Hipólito Santos, 31 anos, morto a tiros por encapuzados.
Ao perceberem que os soldados estavam circulando apenas pelo centro da capital, grupos de vândalos se reuniram para arrombar supermercados, armazéns e lojas. (Agência Estado)

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