Na América, El Ni¤o já matou 740 pessoas
Na América, El Ni¤o
já matou 740 pessoas
France Presse
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Seca e chuvaO Rio Branco (alto), em Roraima, atingiu o nível mais baixo desde 1926. Na Argentina, as chuvas mataram 30
O fenômeno climatológico El Ni¤o, que atinge o continente americano desde meados de 1997, matou 740 pessoas, causou prejuízos de US$ 3,7 milhões e perdas econômicas superiores a US$ 6,7 bilhões, segundo dados parciais recolhidos de fontes oficiais e extra-oficiais. Os caprichos do clima produziram inundações no sul do Brasil e seca nos estados amazônicos e do Nordeste. Até agora houve seis mortos, 22 mil casas sofreram abalos consideráveis devido a inundações, chuvas de granizo e vendavais no Rio Grande do Sul.
A região amazônica, vítima de um dos maiores estragos ambientais, registrou uma das mais graves secas dos últimos 30 anos. Em Roraima, o El Ni¤o redimensionou os efeitos dos incêndios que destruíram, entre janeiro e março, uma área do tamanho da Bélgica.
Em 97/98, El Ni¤o trouxe devastações do Canadá à Argentina: fortes nevadas e chuvas, tornados, incêndios em florestas e selvas, secas prolongadas seguidas por chuvas torrenciais e inundações. Os maiores prejuízos foram observados no Equador, onde 210 pessoas perderam a vida, 56 desapareceram, 116 ficaram feridas e mais de 50.800 sofreram prejuízos vários, segundo dados da Defesa Civil.
As estimativas do governo de Quito situam os prejuízos em US$ 1 bilhão aí incluídas a destruição de estradas, pontes, cultivos e atrasos nas exportações de suas principais matérias-primas.
Nas últimas semanas, as precipitações registradas no litoral e no norte da Argentina deixaram várias províncias virtualmente sob as águas; 30 pessoas morreram, enquanto 70.000 tiveram que deixar suas casas.
Embora sejam cifras parciais, a Argentina aparece até agora como o país que teve o mais importante impacto econômico no continente, com perdas de cerca de US$ 3 bilhões apenas nos últimos seis meses, segundo dados da secretaria de Agricultura, Gado e Pesca e dos municípios afetados.
Nos países da América Central, números parciais falam de 30 mortos e mais de 100 mil desabrigados.
No Peru, um dos países sul-americanos mais afetados pelo El Ni¤o, foram registradas numerosas avalanches de lama nos Andes, que sepultaram pessoas, casas, estradas e até uma usina de energia. Segundo o ministro da Economia, Jorge Camet, 178 pessoas morreram, 117 ficaram desaparecidas, 109 feridas, tendo sido perdidos 42.000 hectares de plantações.
Nos Estados Unidos, as estatísticas extra-oficiais falam em 112 mortos, vítimas especialmente dos tornados observados na Califórnia e na Flórida. De acordo com a Federal Emergency Management Administration (FEMA), os prejuízos estimados ascendem a US$ 500 milhões. Segundo as companhias de seguros, os pedidos de indenização na Califórnia somam US$ 160 milhões, na Flórida, 100.





