Mutuários da Encol querem prazo maior para retomar obras
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terça-feira, 16 de março de 1999
Por Silvana Rocha 
São Paulo, 17 (AE) - O presidente da Associação Nacional de Mutuários da Encol, Charles Belchieur, deve reunir-se na próxima semana com o síndico da massa falida da construtora e o juiz Avenir Passos de Oliveira, titular da Vara de Falências e Concordatas de Goiânia. Belchieur vai pedir o aumento do prazo fixado pela Justiça para a conclusão de obras em edifícios que eventualmente vierem a ser retirados da massa falida pelos compradores para a retomada das obras. O prazo determinado pela Justiça para a conclusão de obras retomadas é de dois anos, com possibilidade de prorrogação por mais dois anos. Os mutuários querem, no entanto, a ampliação do prazo inicial para quatro anos, o que permitirá a conclusão da obra em até seis anos.
A partir da reunião da próxima semana, Belchieur também pretende iniciar visitas às cidades onde estão localizados os 211 prédios, que continuam com as obras paradas. A idéia é fazer reuniões separadas com os compradores de cada edifício inacabado para definir se haverá ou não interesse na retomada das obras. Se houver interesse, os compradores terão de contratar um advogado para providenciar o processo destinado à retirada do edifício da massa falida da Encol. Belchieur calcula que o comprador que assumir a retomada da construção terá de desembolsar a mais cerca de 40% do preço de venda do imóvel no mercado.
O advogado Ronaldo Bertaglia, especialista em direito imobiliário, sugere aos compradores de apartamentos que estão com as obras paradas a iniciar estudos para apurar a situação das obras e o custo efetivo para a retomada da construção. Convém solicitar orçamentos de, pelo menos, quatro construtoras antes de fazer a contratação, orienta Bertaglia. "Assim será possível avaliar preços e ter alguma noção da qualidade e o padrão do serviço oferecido."


