São Paulo, 04 (AE) - O vereador Wadih Mutran (PPB), eleito hoje para a presidência da comissão especial da Câmara que analisará o pedido de abertura de processo de impeachment contra o prefeito Celso Pitta (PTN), disse que continuará defendendo o chefe do Executivo até que alguma denúncia seja comprovada. "Eu continuo sendo o fiel defensor do prefeito Celso Pitta até que apareça alguma acusação com prova. Como posso prejulgar alguém sem provas?", indagou.
Segundo Mutran, o fato de ter sido o vice-líder do prefeito na Câmara Municipal, não lhe causa constrangimento. "Eu era o vice-lider até hoje e pedi licença para participar da comissão"
explicou. O vereador afirmou que não aceitará pressões da Prefeitura para votar contra a instalação de uma comissão processante. "Sou um homem independente, e fui eleito pelo povo
e não pelo Celso Pitta."
O vereador Wadih Mutran foi eleito presidente da comissão pelos votos de Brasil Vita (PPB), Ivo Morganti (PMDB) e Natalício Bezerra (PTB), contra dois votos, de Gilson Barreto (PSDB) e Carmino Pepe (PL), dados ao petista Arselino Tatto. O vereador Brasil Vita -que presidiu a sessão por ser mais idoso, de acordo com o regimento interno da Casa- foi eleito para a relatoria com os votos de Mutran (PPB), Ivo Morganti e Natalício Bezerra, enquanto Carmino Pepe obteve apenas os votos de Tatto e Barreto.
A reunião da comissão especial que resultou na eleição de Mutran para a presidência e de seu colega de partido, Brasil Vita, para a relatoria, foi iniciada logo após o encerramento da sessão ordinária no plenário. Durante a sessão ordinária, o bloco da oposição mais uma vez não obteve êxito na tentativa de colocar em votação a CPI para apurar as denúncias da ex-primeira-dama Nicéa Camargo. O quórum mínimo de 28 vereadores não foi atingido.

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