Um mutirão de técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ambientalistas e caboclos lutam para garantir este ano a reprodução de 450 mil tartarugas no Tabuleiro de Monte Cristo, no Rio Tapajós, entre os municípios de Aveiro e Itaituba, no oeste do Pará. Cerca de 250 mil filhotes nasceram esta semana.
A reprodução acontece em uma área de cinco hectares do criatório natural, um dos maiores bancos de desova de tartarugas e tracajás da Amazônia. Os filhotes, tão logo saem dos ovos, começam uma corrida em direção às águas do rio. Nos últimos anos, esse trabalho tem garantido a preservação de 4 milhões de filhotes de tartarugas. Cerca de 200 mil foram capturados por gaviões, predadores naturais da espécie. Os caçadores de ovos também representam perigo. Eles agem durante a noite e vendem os ovos em cidades próximas.
Depois de nascer os filhotes ficam por um período de quinze dias dentro do rio. São guardados em caixotes confeccionados com telas e protegidos dos ataques de piranhas e jacarés. Esse é o tempo necessário para que possam sobreviver sozinhos na natureza. A proteção no berçário fez cair de mais de 50% para apenas 7% o índice de mortalidade.
Segundo o diretor do Centro de Quelônios da Amazônia, Nicolla Tancredi, o trabalho de preservação de tartarugas e tracajás no Tabuleiro de Monte Cristo vem sendo feito há 13 anos. ‘‘Em 1987, quando começamos, tínhamos apenas 13 mil tartarugas. Hoje elas são mais de 4 milhões.’’(Agência Estado, de Belém)

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