Mutirão prevê 55 cirurgias de reconstrução mamária no PR
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segunda-feira, 05 de março de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Desde ontem, cirurgiões plásticos de todo o País realizam o Mutirão de Reconstrução Mamária. No Paraná, pela primeira vez, de acordo com a regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), estarão acontecendo até a próxima sexta-feira 55 procedimentos em hospitais do Estado.
Participam da mobilização os hospitais Universitário (HU) e do Câncer, em Londrina, e o de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Erasto Gaertner, Santa Casa de Misericórdia e Evangélico, em Curitiba. Em todo o Brasil devem ser realizados aproximadamente 700 procedimentos nos cinco dias da ação.
O mutirão está ocorrendo para reduzir o tempo de espera de pacientes já cadastradas no Sistema Único de Saúde (SUS), para reconstruir total ou parcialmente a mama, como decorrência de tratamentos cancerígenos.
De acordo com o chefe do Serviço de Cirurgia Plástica e Reparadora do HC e coordenador do mutirão no Paraná, Renato da Silva Freitas, a participação de cirurgiões na ação está sendo efetiva. ''A princípio esperávamos realizar 30 procedimentos nos cinco dias, mas como os profissionais se engajaram a expectativa subiu para 55 cirurgias em Londrina e Curitiba'', apontou.
Segundo ele, todo o processo é gratuito para a paciente, desde o atendimento médico, a cirurgia, o material cirúrgico, a estrutura clínica-hospitalar, curativos e o acompanhamento no pós-operatório. Os custos com o procedimento serão cobertos pelo SUS.
''A importância social dos procedimentos é enorme porque cumpre seu papel ao promover uma nova oportunidade de recuperação da autoestima, permitindo que a mulher torne-se mais produtiva, até livrando-se de quadros de depressão. Em muitos casos, as pacientes retiravam a mama em instituições que não ofereciam a cirurgia de reconstrução, daí a importância do mutirão'', acrescentou o cirurgião plástico. A ação está ocorrendo na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, na próxima quinta-feira.
Câncer de mama
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima para 2012 o surgimento de 52.680 casos novos de câncer de mama no Brasil, sendo 3.110 mil no Paraná. É o tipo mais temido não só pela alta incidência e número de mortes, mas também pelos efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade. Os tumores mais agressivos ou descobertos tardiamente vão demandar a mastectomia (cirurgia para a retirada da mama) e, portanto, a recontrução do órgão.



