Londrina – A Defensoria Pública do Paraná espera conseguir a liberação de pelo menos 90 presos do 4º e do 5º Distritos Policiais (DPs) de Londrina. O novo mutirão carcerário teve início na última semana e pretende ouvir 150 detentos até sexta-feira. "Acreditamos que 40% dos presos entrevistados não atenderão às exigências mínimas da Justiça para responderem pelos crimes em liberdade", explicou o corregedor da Defensoria, Sérgio Parigot de Souza.
A situação atual das delegacias de Londrina é muito parecida com o período da realização do primeiro mutirão, em junho. Na oportunidade, 168 presos foram beneficiados com transferências para o sistema prisional ou liberdade provisória. Ontem, 229 detentos estavam nos dois distritos, que têm capacidade para 24 cada um. "Agora não temos tantas perspectivas como da primeira vez já que não vamos conseguir nenhuma remoção para a Casa de Custódia, que também está no limite", frisou o corregedor. A Casa de Custódia de Londrina (CCL) abrigava ontem 63 presos acima da sua capacidade máxima, que é de 288.
Para Parigot de Souza, a situação dos distritos policiais de Londrina é uma das mais caóticas do Paraná e somente a construção de um novo presídio provisório irá resolver o problema de forma definitiva. "Uma outra delegacia para dividir os presos não resolveria, mas amenizaria um pouco", apontou.
A Secretaria da Justiça (Seju) informou que até o fim de setembro espera publicar o edital para a construção de um novo presídio em Londrina, com capacidade para 382 presos. A obra deve durar 18 meses. A Seju garante também que irá ampliar a capacidade da CCL em 194 vagas.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (Sesp), a transferência de presos que hoje estão em delegacias de polícia depende da abertura de vagas no sistema prisional, que é feita de forma gradual. A Sesp ressaltou que já houve a remoção de quase 10 mil presos das delegacias para o sistema penitenciário ou em regime de gestão compartilhada desde 2011.

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