Mutirão liberta mais de 21 mil presos
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sábado, 26 de novembro de 2011
Davi Baldussi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - Nos últimos dois anos, 21 mil pessoas que estavam presas irregularmente no sistema prisional brasileiro foram libertas. Este balanço foi divulgado ontem pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cezar Peluso, responsável pelo programa Mutirão Carcerário, que revisou 279 mil processos criminais em todo o País desde o início de 2010. Apenas no Paraná 1.960 pessoas que estavam detidas de forma irregular ganharam a liberdade.
O mutirão também inclui inspeções em presídios, cadeias públicas e delegacias de 24 estados e do Distrito Federal. Atualmente, estão em curso mutirões carcerários em três Estados: São Paulo, onde foram analisados até agora 60,5 mil processos; Rio de Janeiro, com análise de 13,9 mil processos; e Bahia, com pouco mais de 7 mil processos revistos.
O Paraná foi alvo do Mutirão Carcerário entre fevereiro e maio do ano passado. Mais de 21 mil processos foram analisados, além das vistorias em penitenciárias e delegacias.
A carceragem do 2º Distrito Policial de Londrina foi considerada como uma das mais críticas. No relatório, o local foi descrito como de ''péssimo estado de higiene, ventilação e luminosidade''. No dia em que foi inspecionado, em abril de 2010, 321 detentos ocupavam o local, que tem capacidade para 122 pessoas. Ontem, de acordo com o chefe de carceragem do DP, Luciano Romero, havia 344 presos no local.
Além das libertações, as equipes dos mutirões do CNJ concederam nos dois últimos anos 41,1 mil benefícios, como progressões de penas e de regimes prisionais e também livramentos condicionais. No Paraná, 3.535 pessoas receberam benefícios. O mutirão custou R$ 3,2 milhões e envolveu 246 magistrados e servidores, que fizeram mais de 900 viagens pelo País.
De acordo com o levantamento, 43% dos presos no País estão em situação provisória (ainda sem condenação).(Com Folhapress)


