Brasília, 24 (AE) - Mais de 150 mil portadores da catarata serão operados neste ano. A afirmação é do ministro interino da Saúde, Barjas Negri, que prorrogou por mais um ano a Campanha Nacional de Cirurgias Eletivas, em portaria assinada na quarta-feira. A doença, que atinge principalmente os idosos, é responsável por 50% da cegueira evitável. O mutirão ocorrerá entre abril e dezembro, em todo o Brasil, com a participação dos médicos do Sistema Único do Saúde (SUS).
O investimento do Ministério da Saúde no programa, via Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), é de R$ 49,4 milhões - mais de o dobro da cifra destinada à campanha do ano passado, R$ 20 milhões. Além deste recurso, os governos estaduais e municipais contribuirão com R$ 48,5 milhões para as cirurgias de rotina. Segundo a previsão do governo, serão feitas 75 mil cirurgias pelo mutirão e igual número pela rotina.
Para este ano, além do convênio com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia na coordenação da campanha em cada Estado, o governo aposta em parceria com indústrias fabricantes de óculos. "Muitas pessoas, mesmo depois de fazerem a cirurgia de catarata, têm outros problemas de visão", lembrou o ministro Negri.
Segundo dados do ministério, a cada ano surgem de dois a três casos de catarata por grupo de 100 mil pessoas. A meta para o ano passado era de 80 mil cirurgias, mas foram feitas 154 mil. O mutirão de 1999, entre maio e outubro, possibilitou também o aumento dos postos onde são realizadas as cirurgias - de 351 em 1998, o número chegou a 602. O ministro Negri estima que 300 mil pessoas ainda necessitem da operação. "Esta é uma forma de atender à demanda reprimida", destacou Negri, numa referência à campanha deste ano.

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