Londrina – A Defensoria Pública do Paraná vai manter permanentemente o mutirão carcerário em Londrina. A decisão foi tomada depois de duas semanas ininterruptas de revisão dos processos dos presos provisórios da cidade.
Os trabalhos iniciados semana passada, que contaram com a participação de assessores da Defensoria e voluntários da subseção Londrina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), resultaram em 73 pedidos de liberdade provisória e 54 transferências de detentos dos distritos policiais (DP) para as unidades prisionais determinadas. Sete desses presos estavam com doenças graves e receberam direito de remoção.
O serviço será mantido pelos assessores da Defensoria Pública. Um defensor vai passar uma semana por mês em Londrina coordenando esses serviços. "Enquanto não houver a posse dos novos defensores vou ficar uma semana por mês aqui em Londrina, garantir a presença da Defensoria e tratar da ativação da sede própria da entidade, que vai ficar em um imóvel da Rua Brasil. Temos que ter uma referência para a população", explicou o corregedor da Defensoria, Sergio Parigot de Souza.
Os pedidos de liberdade provisória ainda estão sendo apreciados pelo Judiciário. O mutirão, criado para dar agilidade aos processos e ajudar a desafogar os distritos, não trouxe muitos resultados práticos. O 4º DP estava ontem com 105 homens e o 5º, com 113. Cada carceragem tem 24 vagas.
"O juiz está autorizando hoje (ontem) a transferência de 24 presos dos distritos para os presídios. A situação aqui em Londrina é crítica e a única solução é a criação de uma nova unidade prisional", comentou.
Reportagem publicada pela FOLHA ontem mostrou que um novo presídio só deve ser erguido em Londrina em 2015, reflexo de atrasos burocráticos na elaboração e aprovação de projetos complementares.
"Não há mais tempo a perder. Londrina vai viver sempre num clima de preocupação, com risco de rebelião a qualquer momento", criticou o corregedor.
A Secretaria de Justiça alegou que o atraso é consequência de novas exigências no padrão de construção de presídios por parte do Ministério da Justiça.

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