Curitiba- Cerca de 30 mil processos criminais de presos provisórios e condenados deverão ser reexaminados durante o mutirão carcerário, que será coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 22 de fevereiro a 14 de maio. A meta é revisar todos os processos atuais. O objetivo é verificar o cumprimento das penas e prevenir irregularidades. Nos outros 18 estados onde já foi realizado, 19 mil detentos - cerca de 20% do total - receberam a liberdade.
Também participam da organização dos mutirões o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e os Tribunais de Justiça dos estados. Uma reunião realizada ontem no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) com os coordenadores do programa definiu os últimos detalhes para as ações. No Paraná, participarão do mutirão 34 juízes, 36 promotores, 30 advogados, 41 servidores e 15 oficiais de justiça. Eles receberão cursos de capacitação a partir de hoje.
Os trabalhos serão divididos em quatro polos regionais. O primeiro é Curitiba, região metropolitana e litoral; o segundo, Londrina e Maringá; o terceiro, Foz do Iguaçu, Cascavel e Francisco Beltrão; e o quarto, Ponta Grossa e Guarapuava. As equipes atuarão simultaneamente e irão abranger 100% dos municípios paranaenses. Apesar de estar marcado para encerrar em 14 de maio, a ação pode continuar até o final do mês.
De acordo com o coordenador geral dos mutirões, o juiz auxiliar Erivaldo Ribeiro dos Santos, na primeira semana dos trabalhos será possível ''ter uma ideia'' se a proporção de liberações no Paraná seguirá a média dos demais estados, o que representaria 6 mil detentos soltos. Desde o início dos mutirões, em agosto de 2008, já foram revisados mais de 90 mil processos em todo o país.

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