Mutilação genital atinge 130 milhões de mulheres e meninas
A mutilação genital feminina, espécie de circuncisão em que o clitóris é parcialmente ou totalmente extirpado, é outro grave problema de saúde pública, segundo o relatório anual da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação da população mundial. De acordo com os dados da ONU, 130 milhões de mulheres e meninas passaram pela mutilação, a maioria na África e no Oeste da Ásia.
Feita por motivos culturais - acredita-se que a sexualidade feminina deva ser controlada -, a mutilação ocorre quase sempre em condições de pouquíssima ou nenhuma higiene. Em decorrência disso, mulheres têm hemorragias e infecções genitais que podem levar à esterilização.
A Aids, conforme o relatório da ONU, continua sendo um sério problema na África, especialmente entre as mulheres. Ela é a primeira causa de morte no continente.
Em 1999, havia, na África, 34,3 milhões de pessoas infectadas, sendo que o número de mulheres contaminadas já ultrapassa o de homens em dois milhões.
O relatório atribui à cultura e à biologia o fato de as mulheres serem mais vulneráveis ao contágio. (R.J.)





