Campinas, SP, 03 (AE) - Os 90 músicos da orquestra sinfônica de Campinas aderiram à greve dos servidores municipais, considerada não abusiva pelo Tribunal Regional de Trabalho (TRT). A paralisação, que entra amanhã (04) no 23º dia, está causando transtorno principalmente nas áreas de saúde e educação. O atendimento médico no município está totalmente comprometido, com 70% dos 3 .500 funcionários dos setores parados.
Nas escolas e creches municipais, a paralisação atinge 60% dos 189 estabelecimentos. Os alunos matriculados da 1 a 8ª series terão que repor as aulas durante as férias de julho. A paralisação foi a forma que os funcionários encontraram para protestar contra o corte de vários benefícios e o atraso no pagamento salários no mês de maio.
Os juízes trabalhista entenderam que não têm competência para julgar a greve dos funcionários estatutários, mas consideraram que é legal a paralisação dos servidores contratados pelo regime da consolidação das leis do trabalho (CLT). Com isso, a prefeitura não poderá descontar os dias parados dos grevistas.
"A decisão da Justiça leva uma negociação direta entre os servidores e a prefeitura", disse a advogado do sindicato da categoria, Vera Lucia Cardoso, que considerou uma vitória dos funcionários a sentença judicial. A prefeitura ainda não decidiu se entrará ou não com recurso junto a Justiça comum.

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