Marcos Zanatta
O Museu da Bacia do Paraná, que fica dentro da Universidade Estadual de Maringá (UEM), está fazendo uma campanha para restaurar o imóvel onde fica o acervo e é desenvolvido todo trabalho de preservação da memória da região. A casa de madeira, montada na entrada do câmpus, foi o primeiro imóvel construído em Maringá, em 1946, um ano antes da fundação oficial da cidade. A casa, típica da época, foi construída pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, empresa que colonizou a região entre Londrina e Maringá.
Na época, a cidade não tinha nenhuma estrutura para abrigar os diretores da Companhia e visitantes que chegavam para conhecer a região. A casa foi transferida da área central de Maringá para o câmpus em dezembro de 1983 e, desde esta época, não passou mais por nenhuma reforma. Como é de madeira, e utilizou boa parte do imóvel original, começou a apresentar problemas de infiltração. A preocupação maior é com a rede elétrica e as goteiras, que comprometem o acervo existente no museu.
A reforma tem um custo reduzido, avisa a professora Laura Chaves, da Diretoria de Cultura. São apenas R$ 4 mil, mas a UEM não tem o dinheiro para recuperar a casa. Ela explica que a campanha está sendo levada à comunidade, através da parceria com empresas. ‘‘O valor foi dividido em 10 cotas, de R$ 400 cada, o que não pesa para os empresários’’, diz Laura. Pelo menos três empresas já aderiram. ‘‘Apesar de boa parte alegar falta de dinheiro, falta consciência para o pessoal ajudar’’, lamenta. Laura coloca ainda que muitos empresários alegam que a reforma é dever do poder público. ‘‘O que não é verdade porque todos devem se preocupar com a preservação da memória da cidade onde vive’’, afirma.

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