Rio - O Departamento de Paleontologia do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio, referência mundial no estudo sobre dinossauros e fósseis pré-históricos, inaugurou quinta-feira três exposições em comemoração aos 185 anos de fundação do museu: ''Em Busca dos Dinossauros'', ''Dinossauros na Filatelia'' e a sala Mamíferos. Tudo resultado das pesquisas realizadas nos últimos anos.
''Tiramos nosso trabalho dos laboratórios do museu e entregamos ao público'', explica o diretor da instituição, o paleontólogo Sérgio Azevedo, integrante da expedição ''Em Busca dos Dinossauros'' que resultou também em um livro e em um filme, este em fase de montagem.
A expedição ''Em Busca dos Dinossauros'' aconteceu no início de 2001 e envolveu 25 pessoas em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Ceará e Maranhão. O casco de tartaruga Podocnemys, com 70 milhões de anos, as pegadas e peixes fósseis, com idades em torno de 100 milhões de anos e um réptil voador, o Terossauro Anhanguera, com cinco metros de uma asa à outra, são outros achados da expedição.
Além dos répteis, o Museu Nacional abre sua sala de fósseis mamíferos, de um período bem mais recente, entre 12 mil e 1,5 milhão de anos. São um tigre dente de sabre (um felino do tamanho de um boi) e três preguiças gigantes, a maior delas com três metros de altura, e répteis voadores menores, mas não menos assustadores. Eles ganharam um painel que mostra como era a natureza na época em que eles passeavam pelo Nordeste junto com os seres humanos.

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