Municípios querem extensão da UEL
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de julho de 1997
Alexandre Sanches Londrina 
Odair Straliotti
Marcos Borges
Recepção calorosaJackson Proença Testa discursa em salão paroquial; apesar da chegada tardia, a recepção teve carreata, faixas, cartazes, fogos e uma ruidosa manifestação de estudantes de 8 cidades. Animação foi grande. Barnabé (acima): critérios e normas
Uma série de pedidos de implantação de campus avançado e criação de cursos estão sendo protocolados na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Nos últimos meses, pelo menos nove municípios do Norte, Centro e Noroeste do Estado formalizaram pedidos, demonstrando interesse, com base na experiência do campus de Colorado, na região de Maringá, onde funcionam dois cursos da UEL.
Nesta semana, a comunidade de Ivaiporã (110 quilômetros ao sul de Apucarana) discutiu com o reitor da UEL, Jackson Proença Testa, a possibilidade de implantar um campus avançado da universidade no município.(ver texto ao lado).
A população de Ivaiporã anseia há muito tempo por cursos superiores gratuitos. Nem todas as pessoas conseguem pagar uma faculdade particular. Nós queremos é somar ao que já existe no município, como a Univale, que é privada, diz a diretora do Colégio Mater Consolatrix, irmã Petronila Maria Batisti.
Otimismo A religiosa integra uma equipe multidisciplinar, a Comissão Pró-Desenvolvimento Educacional de Ivaiporã e Região, que estuda a proposta de implantação de cursos da UEL. Faxinal também reivindica cursos superiores da UEL.
Estamos apenas iniciando as conversações. Com o nosso interesse e os projetos da UEL para o Vale do Ivaí, acredito que tudo dará certo, acrescenta, sem arriscar um prazo para a conclusão do projeto.
O espaço físico do colégio está à disposição para ser aproveitado pela universidade. Cederemos por um tempo determinado as salas de aula para que os cursos noturnos sejam implantados, até que a UEL consiga instalações próprias. Faremos isso porque o colégio é da comunidade.
Todos os pedidos para criação do campus da UEL fora de Londrina são protocolados na Assessoria de Planejamento e Controle (APC) da universidade.
Já estão sendo analisados os projetos de Siqueira Campus, Faxinal, Cornélio Procópio, Astorga (região de Maringá), Assaí, Jataizinho e Pitanga (centro do Estado). Também existem dois projetos de Apucarana, da prefeitura da cidade e da Faculdade Estadual de Ciências Econômicas.
Critérios O assessor de Planejamento e Controle da UEL, Marcos Fagundes Barnabé, diz que estes pedidos ainda estão sendo analisados. Temos outros pedidos, que foram protocolados recentemente, mas os processos ainda não chegaram às minhas mãos. Todos serão analisados por uma comissão e devem preencher critérios e normas para a implantação de campus, explica.
No projeto, as cidades-candidatas devem justificar a necessidade da extensão e deixar claras as condições de auto-sustentabilidade dela. A UEL tem interesse em expandir e democratizar o ensino. Mas temos limitação de material diante desta demanda, justifica.
Colorado Atualmente, a universidade de Londrina mantém um campus em Colorado (85 quilômetros ao norte de Maringá), com cursos de Educação Física e Biblioteconomia. Para Barnabé, esta extensão é referência forte nos pedidos apresentados. Porém, alerta que a viabilização dos campi avançados acontecerá a médio prazo.
Municípios de outras regiões do Estado também pleiteiam extensões da UEL. Um deles é Astorga, que embora esteja mais perto da sede da Universidade Estadual de Maringá (UEM), reivindica extensão da Universidade de Londrina.
O mesmo acontece com Pitanga, na região central do Estado. O município poderia ser atendida pela Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), em Guarapuava, ou pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
A imagem da UEL extrapolou os limites das microrregiões e da realidade geoeconômica do Paraná. Isto é motivo de orgulho, diz Barnabé.


