Municípios enfrentam desabastecimento de colírios
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quinta-feira, 29 de março de 2018
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
A situação de Londrina se repete em várias cidades do Noroeste. Em algumas delas, as farmácias municipais e até alguns estabelecimentos particulares, enfrentam um desabastecimento de colírio. É o caso de Paranavaí.
A Secretaria de Saúde informou através da assessoria de comunicação, que já foi feito um pedido e que nos próximos dias, um novo lote estará disponível na farmácia municipal. De acordo com Simone Baggio, diretora do Pronto Atendimento Municipal, onde concentra o maior número de atendimentos, foram 250 casos diagnosticados de conjuntivite nos últimos nove dias.
"Em média, estamos com uma procura de 15 a 40 pacientes por dia. A gente percebe que a faixa etária de maior prevalência são os adultos (138 casos), seguido de crianças (65), adolescentes (31) e idosos (11)", contabilizou. Somente na prefeitura municipal, 80 servidores estão de licença médica pela doença, após estarem em contato direto com pacientes infectados.
Em Querência do Norte, a secretária de saúde, Cássia Souza Santos Cruz, afirma que os colírios estão em falta em todas as farmácias do município. "Já solicitamos um novo lote e também estamos buscando em cidades próximas. Acreditamos resolver isso até semana que vem", ressalta. A cidade de 12 mil habitantes, registrou 70 casos de janeiro até o momento. Somente no final de semana, foram 11 notificações.
Em Cianorte, as nove farmácias municipais tiveram baixa do estoque de colírio, mas a Secretaria Municipal de Saúde informou que realizou uma compra emergencial e as unidades já foram reabastecidas.
Cianorte registrou entre os dias 17 e 29 de março, 1.121 casos de conjuntivite viral. Os registros saltaram de uma média de 50 casos/mês para mais de 50 casos/dia. Além da divulgação em escolas, "os agentes comunitários de saúde que rotineiramente realizam visitas às residências, também estão orientando sobre a importância de atos simples, como lavar as mãos e não coçar os olhos em locais que concentram grande quantidade de pessoas", afirma a secretária municipal de Saúde, Michelly Poliana Pricinotto.
Outro dado alarmante é em Amaporã, que possui seis mil habitantes e registrou 352 casos da doença entre fevereiro e março. Já na 17ª Regional de Saúde de Londrina, o diretor José Carlos Moraes, cita que 2.500 casos foram registrados nos 21 municípios, sendo aproximadamente 1.000 ocorrências em Londrina, desde o início do ano.
"Esse número não é normal neste período do ano, já que a transmissão da doença ocorre com mais frequência no inverno, justamente pela aglomeração de pessoas em ambientes fechados", comenta Moraes, ao citar que as medidas para frear o número de casos têm sido basicamente, orientações educativas (prevenção) e a recomendação para o início imediato do tratamento.
Ele ainda destacou que a regional não enfrenta problemas com o abastecimento de colírios nas farmácias e lembra que a conjuntivite não é uma doença de notificação obrigatória, "mas que o Estado vem acompanhando as ocorrências pelos números de casos significativos."
Por conta do feriado, as Regionais de Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde estão de recesso, retornando as atividades somente na segunda-feira (2).


