Dimitri do Valle
De Curitiba
O feriadão da Independência é uma espécie de termômetro da temporada de verão no litoral do Estado. Pelo menos é como os prefeitos de Pontal do Paraná e Matinhos encaram o início do mês de setembro. Com o tempo favorável, estima-se que os dois municípios recebam até quarta-feira cerca de 200 mil visitantes. Quem for até os balneários das duas cidades terá que ter um pouco de paciência: algumas obras que deverão servir os turistas a partir da próxima temporada ainda estão em andamento.
Em Matinhos, na Praia Central, uma passarela de 30 metros de extensão facilitará a passagem entre os balneários Flamingo e Riviera. Antes, as caminhadas eram feitas por dentro da água. A obra deverá ser entregue no final deste mês. Para facilitar a integração dos balneários, outras nove pontes de concreto estão sendo erguidas para substituir antigos pontilhões de madeira.
Para monitorar os banhistas, seis postos de observação do Corpo de Bombeiros ao longo da orla marítima deverão começar a ser construídos após o final deste feriadão. No bairro Sertãozinho, em parceria com o governo do Estado, está sendo realizada a construção do novo terminal rodoviário. O investimento é de R$ 700 mil através do programa ParanáUrbano. A previsão é de que a rodoviária seja concluída em seis meses.
No balneário de Caiobá, há planos para reurbanizar a Avenida Atlântica com a edificação de quiosques, posto de informações turísticas e bancos. O prefeito de Matinhos, Francisco Carlim dos Santos (PSDB), pretende concluir todos os projetos antes do início das férias. Porém, o grande problema do município que deve levar ainda muitos anos para ser eliminada é a ressaca.
Devido à falta de recursos públicos, a conta pela restauração definitiva dos três pontos de praias atingidos pelo fenômeno pode ficar para o contribuinte. O prefeito diz que os donos dos imóveis ameçados poderão integrar uma parceria que envolva a Prefeitura e o governo paranaense.
De acordo com a idéia do prefeito, os proprietários de residências e apartamentos ajudariam a formar um fundo para financiar a expansão da praia. O projeto consistiria na colocação de areia para aumentar a faixa da orla que hoje é tomada pelo mar em parte da Avenida Atlântica, entre Matinhos e Caiobá, na Praia Central e no Balneário Flamingo.
Para isso são necessários cerca de R$ 4 milhões. A ajuda do contribuinte ao poder público, segundo o prefeito, poderá trazer vantagens para os donos dos imóveis. ‘‘Eles iriam resgatar o real valor dos imóveis, que acabaram ficando defasados por causa da ressaca’’, afirmou Santos.
No entanto, o projeto é questionado por especialistas e ambientalistas que duvidam que esta seja uma boa alternativa para se evitar as ‘‘ressacas’’.

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