Municípios da região de Campinas enfrentam problemas de abastecimento de água
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quinta-feira, 02 de setembro de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, SP, 03 (AE) - Vários municípios da região de Campinas, onde não chove há 75 dias, estão com o abastecimento de água ameaçado. Além da escassez de água, o tempo seco está provocando aumento do número de focos de incêndio, que atingem a rede de energia e colocam em risco o fornecimento de eletricidade. Nos últimos três dias a umidade relativa do ar na região não passou dos 17%, um dos índices mais baixos dos últimos anos.
A situação é crítica em Paulínia, onde há três dias há racionamento de água. O gerente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Antonio Aparecido Zamprônio, disse que o rompimento de uma adutora, há uma semana, agravou o quadro no município. Apesar de o equipamento ter sido consertado, ainda não foi possível recuperar o nível normal de água nos reservatórios.
Na segunda-feira a prefeitura de Paulínia chegou a suspender as aulas em 13 escolas da rede municipal em razão do racionamento. De acordo com Zampronio, o racionamento só deverá ser interrompido se o nível dos reservatórios voltar ao normal. "Se o consumo continuar intenso e a estiagem prosseguir, não teremos outra alternativa", disse.
Em Limeira, a captação no Rio Jaguari foi suspensa por causa da má qualidade da água e transferida para o ribeirão Pinhal. Em Jaguariúna, o abastecimento é precário, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura. Em Hortolândia, a Sabesp foi obrigada a construir uma adutora em regime de emergência para evitar o aumento da captação clandestina num reservatório do Jardim Amanda. Em Sumaré, que enfrenta problmeas crônicos de abastecimento, o racionamento deverá começar na próxima semana.
Energia -A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) anunciou hoje uma série de medidas para prevenir queimadas sob as linhas de transmissão de energia. Até 31 de agosto a empresa havia registrado 43 interrupções em sua rede de transmissão,que tem 6,1 mil quilômetros. Na maior parte dos casos, o fogo foi provocado por queimadas em lavouras de cana-de-açúcar.
A CPFL decidiu intensificar as roçadas e aceiros nas proximidades das linhas de transmissão. Na quarta-feira, um relatório do Operador Nacional do Sistema (NOS) elétrico manifestou o temor de blecautes em vários pontos. A CPFL está fazendo uma campanha, pelas emissoras de rádio e televisão, alertando a população sobre o risco de as queimadas atingirem a rede elétrica.


