Municípios atacam carência de pessoal com Escola Modelo
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sábado, 30 de junho de 2001
De Londrina 
Mão-de-obra especializada e o aumento da produção com qualidade são objetivos da Escola Modelo de Confecções, criada esse ano em Jandaia do Sul, no norte do Estado, e que está formando a primeira turma de operadores de máquinas industriais. A ação, pioneira no Paraná, envolve a parceria entre a Prefeitura de Jandaia do Sul, Fórum de Desenvolvimento local, Associação Comercial da cidade e Sebrae/PR.
A escola possui 16 máquinas, cedidas pelos empresários da cidade, e já capacitou os primeiros profissionais. Com carga horária de 180 horas, o curso é realizado no período da tarde e irá formar uma nova turma a cada 45 dias. A iniciativa foi do Fórum de Desenvolvimento de Jandaia do Sul que, com o apoio do Plano de Desenvolvimento do Setor Vestuário no Paraná, verificou a necessidade de preparar mão-de-obra especializada no setor de confecção uma potencialidade econômica local a ser explorada capacitando a população interessada em níveis técnicos, operacionais e administrativos, a fim de melhorar a qualidade e produtividade no setor.
O Fórum de Desenvolvimento de Jandaia do Sul foi implantado a partir do Programa Sebrae/PR de Desenvolvimento Local um projeto que objetiva a geração de ocupações produtivas e a criação e desenvolvimento de micro e pequenas empresas.
Jandaia do Sul possui cerca de 20 mil habitantes e, segundo dados do Censo Econômico levantamento realizado no ano passado como uma das ações do Fórum as 75 indústrias do vestuário existentes empregam 25% da mão-de-obra no setor industrial da cidade. O primeiro curso do projeto Escola Modelo, estruturado e com uma metodologia planejada, vai contribuir para que a mão-de-obra se torne mais especializada e garanta o aumento na qualidade e produção.
Na indústria DMS Roupas Infantis existem cerca de 40 funcionários, sendo que 27 são costureiras e quatro são estagiárias da escola. Elas estão se aperfeiçoando no trabalho. Não vêm disputar o lugar de ninguém mas, sim, suprir uma necessidade. Com uma mão-de-obra especializada, não precisamos perder tempo dando orientação e o trabalho se torna mais produtivo, afirma Divoncir Tadeu Diani, empresário e membro do Fórum de Desenvolvimento. Nessa parceria, a prefeitura alugou o imóvel e contratou pessoal qualificado para coordenar e instruir as alunas. Tecidos e máquinas foram cedidas por empresários do setor em conjunto com a Prefeitura.
Outra ação envolvendo a parceria foi a citação de uma câmara para o setor de confecção dentro do Fórum de Desenvolvimento. Além da escola e da câmara, o projeto da Escola Modelo envolve treinamentos, consultorias, pesquisa de mercado e, a longo prazo, incentivo à exportação.
Esse é o primeiro módulo do projeto e a procura pelo curso tem sido grande. Existe uma fila de espera de mais de cem pessoas. Nós temos alguns critérios para seleção dos alunos, mas para aqueles que não se encaixarem, já criamos um curso paralelo de Corte e Costura, diz a diretora da escola Onélia Marcolino da Costa. Além da procura, o retorno é imediato O curso vai ao encontro daquilo que os empresários estavam precisando. O profissional sai daqui sabendo o que deve fazer, com uma visão funcional do processo produtivo, explica Onélia.


