Município tenta salvar jequitibá
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sexta-feira, 17 de outubro de 1997
Agência Estado Belo Horizonte 
Dezenas de bombeiros, policiais florestais e voluntários continuavam, até a tarde de ontem, tentando apagar o fogo que consome, desde sábado, a parte interna do tronco de um gigantesco jequitibá-rosa, na zona rural de Carangola, zona da mata de Minas. O jequitibá - com idade calculada em mais de mil anos, 54 metros de altura e 12,5 metros de circunferência -, é apontado como a segunda maior e mais atinga árvore do País. A primeira é da mesma espécie e fica no campus da Universidade Estadual de Campinas (SP). A polícia acredita que o incêndio, que ainda ameaçava a vida do jequitibá, teve origem criminosa.
Segundo o assessor da prefeitura de Carangola, Marcelo Batista da Silva, a forte chuva que caiu na região ontem, ao invés de ajudar, atrapalhou o trabalho de combate ao fogo, provavelmente ateado por vândalos através de uma fenda na base da árvore, tombada pelo patrimônio histórico municipal e considerada de preservação permanente pelo Ibama. Um caminhão do Corpo de Bombeiros, levando um produto químico especial que congelaria a parte de dentro do jequitibá e impediria a propagação do incêndio, não conseguiu chegar ao local em razão das péssimas condições de acesso.
O sub-tenente Athos Moreira Ramos, comandante interino da Companhia Especial da PM em Carangola, informou que a operação estava sendo coordenada pelo biólogo e professor universitário Bráz Cosenza. De acordo com o policial, a situação continuava crítica, mas ainda havia esperanças de salvar a árvore. Também acompanhavam os trabalhos o prefeito da cidade, Roberto Alves Viera (PT), e o vice e secretário municipal de agricultura, Márcio Machado (PSDB).


