Município tenta evitar paralisações
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Silvana Leão<BR> Reportagem Local 
Londrina - A intimação por ordem judicial do Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) ontem, para que apresente a documentação que falta ao Município para finalizar auditoria nos serviços de saúde, é mais uma esperança de resolução do impasse que já levou à paralisação de 170 agentes de saúde que trabalham no combate à dengue e ameaça outros serviços essenciais, como o Samu. O não fornecimento dos documentos levou o Município a consignar em juízo os recursos que seriam destinados ao pagamento de aproximadamente 1,1 mil funcionários.
A decisão de intimar a Oscip foi tomada ontem após reunião do procurador do município, Demétrius Coelho Souza, e representantes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina (SinSaúde) com o juiz da 5 Vara Cível de Londrina, Alberto Junior Veloso, para buscar uma saída que garantisse o pagamento dos salários. Se o problema não for resolvido hoje, amanhã será feita mais uma tentativa durante audiência de conciliação, às 10 horas, na 5 Vara Cível.
O otimismo em torno da resolução do impasse ainda hoje foi demonstrada na tarde de ontem tanto pelo procurador geral quanto pelo secretário de Gestão Pública, Marco Cito. ''As tratativas estão bem avançadas'', resumiu Souza.
O Ciap é responsável pela manutenção, via convênios, dos serviços ligados ao Controle de Endemias, Policlínica, Samu e Programa Saúde na Família (PSF). Investigações feitas pela Polícia Federal constataram o desvio de R$ 300 milhões em verbas públicas, em quatro estados onde a oscip atua, e levaram à prisão de 12 pessoas. O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 21 pessoas que estariam envolvidas nos desvios. A FOLHA tentou contato com representantes da oscip na tarde de ontem, mas as ligações não foram atendidas.


