Município quer reverter quadro até dezembro
O município destinou, em 2001, R$ 1,45 milhão para o setor de saúde, o que correspondeu a 21% do orçamento municipal. Para este ano, a previsão é aplicar R$ 1,76 milhão, o que representará a destinação de 21,9% dos R$ 8,04 previstos a serem arrecadados até o final do exercício. A informação é do chefe de gabinete da prefeitura, Edevaldo Padilha Carneiro.
Os números demonstram, por si, a preocupação com a saúde da população, diz Carneiro. Ele explica que 71% dos 14,5 mil habitantes de Turvo moram na zona rural, com o predomínio da pequena propriedade.
De acordo com Carneiro, a prefeitura reestruturou as três equipes do Programa Saúde da Família no ano passado. Foram adquiridas três viaturas, disponibilizados três médicos e três enfermeiros ao projeto, para atendimento durante 8 horas diárias, além de outros cinco médicos que dão meio expediente no posto de saúde. A unidade também serão ampliada até o final do ano.
Na verdade, o trabalho desenvolvido em 2001 foi curativo, enquanto que as ações atuais se voltarão para implementar ações preventivas, diz Carneiro. Ele lembra que o acesso à área rural não é muito fácil devido à extensão, pois são mais de 100 quilômetros de uma ponta à outra, dentro do município, em estradas de difícil acesso por causa dos acidentes geográficos.
A assistente social de Turvo, Denise Diniz, informa que, cerca de 200 crianças que se encontram sob risco nutricional e apresentam peso abaixo do limite, são atendidas pelo Ministério da Saúde, por intermédio do serviço municipal, com o fornecimento mensal de leite. Além disso, diz que a família comprovadamente carente recebe cesta básica e multimistura fornecidas pela prefeitura.
O enfermeiro do Serviço de Segurança Epidemiológica do Secretaria Municipal da Saúde, Evandro de Borba, acredita que, com o reforço da bolsa-alimentação, será possível melhorar o nível nutricional das crianças e de suas famílias. Ele considera que, além disso, há as ações preventivas da Saúde da Família, a começar pelo exame pré-natal, programa que tem 120 gestantes cadastradas. Estamos empenhados no monitoramento da clientela carente, o que praticamente garante a melhoria da qualidade de vida das pessoas mais necessitadas, acredita.
De acordo com Borba, com o reforço das equipes e disponibilização de recursos públicos será possível, em pouco tempo, mudar o quadro da miséria social verificada no interior do município. Segundo ele, por uma questão de honra assumida por todos da administração, vamos fechar o ano dentro da média de óbitos do Estado.





