Município despeja resíduos de podas em área de preservação
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
Londrina - A Fazenda Refúgio, unidade de conservação situada na Zona Sul de Londrina, está servindo de depósito de resíduos de podas de árvores feitas pela administração municipal. A denúncia foi feita ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) pela ONG Meio Ambiente Equilibrado (MAE).
Para o presidente da ONG MAE, Eduardo Panachão, o que mais chama a atenção é o fato de a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) ser responsável pela manutenção e segurança do local. Além disso, segundo ele, a Prefeitura faz parte do conselho gestor.
''É uma grande irresponsabilidade. Verificamos que não houve licenciamento para a realização do despejo'', considerou Panachão, ressaltando que teme que os resíduos gerem chorume e cheguem aos rios e que o trânsito de caminhões causem processos erosivos na região. ''Esperamos que os resíduos sejam retirados o quanto antes e que a área seja recuperada'', cobrou.
O secretário do Meio Ambiente, José Faraco, admitiu que os resíduos de podas estão sendo depositados na Fazenda Refúgio. De acordo com ele, isso acontece porque o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), localizado no Distrito Maravilha (Zona Sul), ainda não está licenciado. ''Estamos aguardando essa liberação'', disse. Ele garantiu que os resíduos de podas ''não geram prejuízo ambiental''.
Segundo Faraco, a população deve procurar empresas especializadas para dar a destinação adequada aos resíduos de podas. ''Se a quantidade for pequena, menos de um metro cúbico, pode ser jogada nos ecopontos (áreas próprias para depósito de entulhos)''.
O chefe-regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto, afirmou que o despejo de podas de árvores na Fazenda Refúgio é uma prática irregular. ''Isso não pode acontecer. Estamos apurando as responsabilidades'', falou.
Ele classificou a situação do lixo em Londrina como crítica e ressaltou a necessidade dos problemas serem resolvidos o mais rápido possível. ''O município tem que apontar as alternativas para a situação. Deve mostrar quais são os locais adequados para o depósito dos diferentes tipos de resíduos. Precisamos de ações mais efetivas'', enfatizou.
Pinheiro Neto explicou que as penalidade previstas para o despejo irregular de resíduos podem ser advertência ou multa. Ele acrescentou ainda que o IAP solicitou para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) um projeto com alternativas para o tratamento de lixo na cidade. A aprovação da CTR, de acordo com Neto, depende da apresentação desse projeto. ''Após a liberação, os resíduos de podas serão triturados na Central'', observou.


