São Paulo, 21 (AE) - A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo vai comprar medicamentos genéricos de Cuba, afirmou hoje o chefe de gabinete César Castanho.
No Diário Oficial do Município de ontem, foi publicada uma lista das 38 drogas que vão participar dessa transação. Na relação, estão antibióticos, calmantes e antidepressivos, todos também fabricados no País.
Segundo o coordenador-geral de saúde da secretaria, Vanderclei Sichirei, os preços ainda não foram definidos. "Mas os levantamentos demonstram que alguns produtos poderão ficar até 30% mais baratos."
A transação nem bem começou e já cria polêmica. Segundo informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, não há nenhum genérico cubano registrado no Ministério da Saúde. Pela lei, o registro é indispensável.
Castanho, no entanto, garante que os remédios estão registrados. "Estamos há tempos estudando essa transação e não cometeríamos um erro desses."
A compra faz parte de protocolo de intercâmbio técnico-científico firmado com Cuba e, de acordo com Castanho, pode dispensar licitação. Isso porque, informou, os preços oferecidos por Cuba serão bem menores que os cobrados no Brasil. "Vamos fazer um levantamento de preços na época da compra."
Sichirei informou que a secretaria comprometeu-se em enviar, nos próximos dias, a definição do volume da compra. A partir dessa informação, a empresa de importação e exportação Medicuba fixaria os preços.
"Estamos calculando uma quantidade suficiente para abastecer 130 Unidades Básicas de Saúde até o fim do ano", disse Castanho. A compra somente será formalizada após verificação dos preços sugeridos pela Medicuba.

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