Cidade com nome de sinal de trânsito, Farol (25 km a oeste de Campo Mourão) não viu diferenças com a implantação do novo Código Brasileiro de Trânsito. De novidade, só a instalação da sinalização vertical, há dois anos. ‘‘Já fizemos a sinalização básica e vamos melhorá-la neste primeiro semestre’’, avisa o prefeito Edson Martins (PSDB).
Com 1,9 mil habitantes na zona urbana (3,8 mil no total), Farol tem um trânsito mais calmo possível. Nas ruas não existem semáforos nem faixas de segurança. Congestionamentos? Nem pensar. Mesmo na Avenida Paraná, a principal da cidade, os moradores se dão ao luxo de andar pelo meio da via. Ciclistas trafegam pela contra-mão sem maiores problemas. Tratores e carroças se misturam aos carros que movimentam o trânsito.
Segundo a Polícia Militar de Farol, no ano passado foram dadas seis multas de trânsito. No mesmo período aconteceram três acidentes de trânsito sem gravidade. O último grande susto já tem quase cinco anos. Foi quando o então vereador e hoje vice-prefeito Natalício Saraiva dos Santos (PTB) bateu seu Fusca numa Toyota. Mas foi só susto.
Farol tem, segundo o Detran, 452 veículos registrados. ‘‘Temos muito mais, mas muita gente ainda continua com a placa de Campo Mourão’’, lamenta o prefeito. Farol se emancipou do município vizinho há oito anos.
Até junho, a prefeitura quer concluir a pavimentação de outras ruas, ampliar a sinalização vertical, reduzir o tamanho dos quebra-molas e pintar as primeiras faixas de pedestres. ‘‘Nossos moradores precisam saber usar uma faixa quando forem numa cidade maior’’, exemplifica o prefeito. ‘‘É uma questão de educação’’.
Ninguém sabe, porém, porque o município tem o nome de Farol. Martins, que é professor, já pesquisou o assunto mas ficou sem resposta. Certo mesmo, é o nome não foi dado devido à existência de algum semáforo na cidade. (Sid Sauer, enviado a Farol)

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