Município cresceu 547% em 26 anos
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sexta-feira, 06 de junho de 1997
Da Redação 
Ney de SouzaRitmo vertiginosoPopulação do município, que tinha 34 mil habitantes no início da década de 70, cresceu entre 10% e 13% ao ano; índice é cinco vezes maior do que a média prevista pelo IBGE Foz do Iguaçu, que está comemorando 83 anos de emancipação político-administrativa, cresceu em ritmo vertiginoso nos últimos 26 anos. O município, que tinha 34 mil habitantes no início da década de 70, hoje tem 231.596 moradores. É a quinto maior do Paraná. O crescimento nesse período foi de 547%. No próximo dia 10, Foz do Iguaçu cresceu em média entre 10% e 13% ao ano, quando o normal, segundo os parâmetros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é um aumento populacional de até 2% ao ano.
De acordo com uma pesquisa feita pelo Departamento de Informações Institucionais da Prefeitura de Foz do Iguaçu, o crescimento da população teve como causa três ciclos econômicos: o primeiro foi o da extração de madeira e plantio da erva-mate, o segundo começou com a construção de Itaipu e o terceiro teve início com o turismo de compras.
O ciclo de Itaipu fez com que a cidade ganhasse 102 mil habitantes em apenas dez anos, entre 1970 e 1980. A grande maioria das pessoas veio para trabalhar na construção da maior hidrelétrica do mundo que, no pico das obras, chegou a empregar 40 mil operários.
O terceiro ciclo começou com o aquecimento do turismo de compras. A oportunidade de comprar mercadorias importadas no Paraguai, livres de impostos, e revender no Brasil, atraiu muitos compradores, os chamados sacoleiros. Com isso, muita gente chegou em Foz do Iguaçu para abrir negócios como pequenos restaurantes e hotéis para atender essas pessoas.
Foz do Iguaçu acabou se tornando também o alvo de pequenos agricultores do Extremo-Oeste do Paraná que, na década de 80, trocaram o campo pela cidade. Foz chegou a ganhar o apelido de O Eldorado do Paraná.
JovensNos últimos quatro anos, o crescimento diminuiu. Hoje, gira em torno de 4% ao ano. Mesmo assim, só nos quatro primeiros meses deste ano, a prefeitura liberou 1,7 mil novos alvarás para construção.
Segundo a pesquisa, 45% dos habitantes da cidade têm entre 16 e 39 anos de idade. A maior parte dos moradores possui baixo grau de escolaridade. Apenas 13% da população terminaram o 2º grau e só 4% concluíram o curso superior. A faixa salarial de 69% da população ativa da cidade (em torno de 96,5 mil pessoas) é de menos de três salários mínimos.
O crescimento rápido da população causou deficiências na área habitacional. Dados da prefeitura apontam que o déficit de residências chega a 15 mil unidades. Para amenizar essa situação, a prefeitura lançou um projeto habitacional que prevê a construção de seis mil unidades, entre casas e apartamentos, para abrigar cerca de 25 mil pessoas.


