Município busca aumento de repasse
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina Uma comitiva com representantes da Secretaria Municipal de Saúde, da Comissão de Seguridade da Câmara Municipal e dos hospitais de Londrina voltou de Brasília sem resposta sobre o pedido de aumento dos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) ao município por conta de atendimentos de média e alta complexidade.
Dados apresentados aos técnicos do MS mostraram que a cidade recebe R$ 12 milhões por mês e gasta R$ 13,5 milhões, em virtude da realização de atendimentos não contratados. Segundo o grupo, o deficit só no período de outubro de 2012 até setembro deste ano é de R$ 12 milhões. "Este valor só não é maior porque o município arcou com uma parte usando dinheiro próprio", argumentou o secretário municipal de Saúde, Francisco Eugênio de Souza.
Do total de atendimentos de alta complexidade, apenas 45% são de pacientes de Londrina. O restante é de outras cidades. Na média complexidade, o índice chega a 71%. O Hospital Universitário (HU) é o que mais tem a receber do SUS: R$ 4 milhões. A dívida com os Hospital da Zona Norte e da Zona sul atinge R$ 1 milhão.
O último reajuste do teto de repasses do SUS para Londrina foi em 2010. Desde o final de 2011 o município tem pedido um aumento do valor. O MS ficou de estudar a reivindicação, mas não prometeu prazo para dar resposta.
UTI do HE
Após o parecer favorável da Procuradoria-Geral do Município, a Secretaria Municipal de Saúde busca pediatras intensivistas que tenham interesse em cumprir escalas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Evangélico (HE). "Precisamos definir também os profissionais para cumprir horas extras no lugar dos médicos que vão para o HE. Esperamos concluir todos os detalhes nos próximos dias", frisou Francisco Eugênio. A UTI está fechada desde o dia 21 por falta de médicos.


