Município abre pregão eletrônico para transporte rural
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sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A prefeitura abriu uma licitação emergencial para o transporte de alunos, professores e funcionários da zona rural de Londrina. O serviço que está paralisado desde terça-feira em função de uma divergência em relação ao contrato e seu aditivo entre o Município e a empresa Kalunga, que prestava o serviço. Segundo o secretário municipal de Gestão Pública, Denilson Vieira Novaes, a partir de hoje o pregão eletrônico emergencial estará disponível e os vencedores devem ser anunciados na próxima terça-feira, dia 4.
''Se tudo correr bem na quarta-feira os vencedores poderão começar os trabalhos e os alunos poderão retornar às aulas'', destacou o secretário. Para tornar o pregão mais atrativo aos participantes da concorrência, as rotas de transporte serão desmembradas em 14 lotes.
Sobre a interrupção dos serviços, Novaes destacou que entende que a empresa tenha o direito de pleitear esse pagamento. Porém, que do ponto de vista técnico a transportadora tem a obrigação de prestar o serviço que está determinado no contrato e não interromper o serviço. ''Enquanto eles estavam prestando o serviço o pagamento foi feito. Ele só foi interrompido quando eles deixaram de transportar os alunos'', destacou Novaes.
A empresa afirmou, por meio de um de seus advogados, que não possui mais condições de realizar o transporte se o pagamento não for feito. Segundo o advogado José Carlos Lucca, a prefeitura bloqueou os pagamentos de créditos que eles alegam ter o direito de receber. ''O prefeito (Gerson Araújo) simplesmente não cumpriu aquilo que prometeu, que era realizar o pagamento assim que o acórdão (do Tribunal de Justiça) saísse'', criticou. Ele afirmou que a transportadora não tem mais condição de ficar em Londrina.
Enquanto esse embate entre as duas partes continua, os 4,6 mil alunos das redes municipal e estadual e funcionários continuam sem condições de ir a escola. A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Lúcia Paz, afirmou que a situação é desesperadora, com 1,6 mil alunos da rede estadual fora da sala de aula.
A diretora de gabinete da secretaria municipal de Educação, Virgínia Pelisson Laço, afirmou que o quadro de alunos atingidos permanece o mesmo e que aguarda a realização desse pregão eletrônico para solucionar o problema. '' Enquanto isso nós já estamos em um plano emergencial, que é o de fornecer tarefas para esses alunos e isso ser contabilizado como horas aula, mas a questão da prorrogação do ano letivo ainda estamos estudando'', argumentou. Pelo menos 1,1 mil deixam de frequentar as aulas diariamente nos distritos.


